Dicas da Bete

Delícia de batata doce

postado em 25 de out de 2015 10:31 por Bete   [ 25 de out de 2015 11:24 atualizado‎(s)‎ ]

Nhoques para um almoço muito saboroso

Sempre que faço nhoque sinto saudades de Dona Helena, a vó de meus filhos. Quando viva, os almoços de domingo eram, quase que obrigatoriamente, em sua casa. O prato que ela mais gostava de fazer era nhoque com carne de panela. Preparava grandes travessas com nhoques, sempre de batata inglesa, macios e delicados. À parte, tatu recheado com um molho escuro resultado do cozimento da carne. Esse molho iria depois cobrir os nhoques. Eram almoços tão saborosos, que deixaram muitas lembranças.



Agora, os almoços de domingo costumam ser em minha casa, com meus filhos, noras, genro, netos e, eventualmente, meus pais, quando estes estão na cidade. Eventualmente, faço nhoques. Por vezes, de batata inglesa. Mas, em outras ocasiões, gosto de variar e uso como ingrediente principal abóbora, mandioquinha ou batata doce. São todos saborosos e me trazem sempre boas lembranças.

 

 

Nhoque de batata doce

 

2 batatas doces médias

1 ovo

150g de farinha de trigo

½ xícara de queijo parmesão ralado

½ colher (chá) de alecrim fresco picadinho

½ colher (chá) de tomilho picadinho

sal e pimenta-do-reino

 

Como fazer

 

1. Cozinhe as batatas doces com casca.

2. Descasque e amasse, ainda quentes, até transformar em um purê.

3. Junte o ovo, o queijo ralado e os temperos e misture bem.

4. Adicione a farinha de trigo, misturando bem.

5. Enfarinhe a mesa e vá colocando porções da massa e formando rolinhos.

6. Corte os nhoques no tamanho de cerca de 2cm.

7. Ferva cerca de 4 litros de água.

8. Junte sal e um fio de azeite.

9. Vá colocando pequenas porções de nhoque.

10. Estarão cozidos quando vierem à superfície.

11. Retire com uma escumadeira.

12. Misture ao molho de sua preferência.

13. Se quiser, polvilhe com mais queijo ralado.


Dicas da Bete

1. A batata doce de casca vermelha é melhor para o preparo dos nhoques.

2. Para que os nhoques exijam menor quantidade de farinha, enrole as batatas em papel alumínio e leve ao forno até que fiquem macias.

3. Quando enrolar os nhoques, evite adicionar mais farinha, caso contrário, ficarão duros.

 

 

 Molho de tomate

 

Azeite de oliva

2 dentes de alho picados

1 cebola picada

2 tomates picados

folhas de manjericão rasgadas à mão

1 colher (chá) de açúcar

sal e pimenta-do-reino

 

Como fazer

 

1. Aqueça um pouco de azeite de oliva e refogue o alho e a cebola.

2. Antes que dourem, acrescente o tomate picado.

3. Adicione o açúcar e um pouco de água para que o tomate cozinhe.

4. Quando o molho estiver encorpado, acrescente as folhas de manjericão e tempere a gosto.

5. Derrame esse molho, ainda fervente, sobre os nhoques e misture delicadamente.

6. Sirva imediatamente.

 

Dicas da Bete

 1. Se preferir, em lugar do tomate fresco, utilize uma lata de tomate pelado.

2. O molho de tomate pode ser substituído por molho de manteiga e sálvia ou de carne de panela.


Doce

postado em 13 de out de 2015 13:39 por Bete   [ 30 de jan de 2017 15:54 atualizado‎(s)‎ ]

Bolinhos franceses para presentear

Não lembro da primeira vez que assumi a cozinha e nem qual a primeira receita que preparei. Só sei dizer que cozinhar se tornou uma paixão e tão grande que gosto de fazer de tudo. Pode ser salgado, doce, pães. Não importa. Depois que nasceram meus filhos e netos, cozinhar se tornou também símbolo de amor. Preparar os pratos e as sobremesas que eles gostam é, para mim, uma forma de carinho. E não só cozinhar para a família, mas também fazer pequenas delícias para presentear ou receber amigos. Uma opção saborosa são os financiers, bolinhos de consistência úmida, fofinhos, e muito delicados.


Conta-se que os financiers (financeiros, em português) teriam surgido próximo à Paris Bourse du Commerce, a antiga Bolsa de Valores da capital francesa, no início do século 18. Um confeiteiro fracês teria adaptado uma receita da Idade Média e assado em forminhas retangulares, baixinhas, que lembravam lingotes de ouro. Com o tempo, foi ganhando novos formatos.A massa é leve e tem como base farinha de amêndoas e claras. O sabor mais característico resulta da utilização de manteiga noisette (manteiga dourada, quando atinge o perfume que lembra noz), que garante ainda que o financier fique crocante por fora e úmido por dentro.


 

Financiers

 

100g de manteiga

100g de açúcar de confeiteiro

40g de farinha de trigo

80g de farinha de amêndoas

3 claras

50g de mel

½ colher (chá) de sal

 

1. Se não tiver forminhas de silicone, unte forminhas de metal com manteiga derretida e polvilhe com açúcar.

2. Numa panelinha, aqueça a manteiga e deixe em fogo baixo até atingir a cor de caramelo, sem deixar queimar.

3. Deixe amornar.

4. Bata levemente as claras com o sal, só para misturar.

5. Acrescente o mel e bata mais um pouco.

6. Peneire e misture as farinhas e o açúcar.

7. Adicione as claras e misture com uma espátula de silicone ou colher de pau.

8. Acrescente a manteiga derretida e misture.

9. Leve ao freezer por 30min.

10. Preaqueça o forno a 180 graus.

11. Distribua a massa nas forminhas até a altura de 2/3.

12. Leve ao forno por cerca de 15min ou até que as bordas estejam douradas.

13. Deixe amornar para desenformar.

 

Dicas da Bete

1. Os financiers podem ser enriquecidos com amoras frescas ou framboesas, colocadas no meio de cada um deles, antes de levar o forno.

2. Podem também receber um pedacinho de chocolate ou um pouco de ganache (chocolate com creme de leite), também antes de assar.

3. Os financiers podem ser congelados por até 3 meses.

4. Podem ser servidos frios ou quentes, como acompanhamento de café, ao final da refeição.

5. Há quem adicione gotas de essência de amêndoas para intensificar o sabor, mas acho desnecessário.

6. No Brasil, os financiers podem ser feitos substituindo a farinha de amêndoas por farinha de castanha de caju ou do Pará.

O mundo do vinho

postado em 12 de mai de 2015 11:07 por Bete   [ 12 de mai de 2015 11:07 atualizado‎(s)‎ ]

Taças que contam histórias

Sempre fui ciumenta em relação a minhas taças de vinho e de espumante. Não entendia muito por que. Mas nunca deixei que outras pessoas as lavassem. Temia que as quebrassem. Quebrei algumas eu mesma, é verdade, mas ficava sempre a impressão de que havia tomado todo o cuidado possível. Outra noite, sem querer, entendi o motivo de tanto ciúme.

Estou fazendo uma pequena reforma na minha casa. Uma raspagem de parquet (nunca mais faço de novo) me obrigou a uma limpeza geral que parece não conseguir acabar com a pó fino do assoalho. Mas como sempre tem um lado bom em cada coisa da vida. Lavando as taças, com todo carinho que merecem, percebi que tenho nas cristaleiras um pouco da minha história na gastronomia e um pouco da história do vinho brasileiro.

Minha participação nas Avaliações Nacionais do Vinho Brasileiro, em Bento Gonçalves, está registrada a cada ano, impressa em taças de vinho e de espumante. Assim como os Bailes dos Vinhos e Espumantes Premiados, no Hotel Dall’Onder, estão ali marcados no cristal. 

Sem contar taças que me foram presenteadas por amigos que fiz nas vinícolas gaúchas, outras que trouxe da Roda do Vinho do Porto ou a que traz na haste a marca da virada do século. Minhas taças guardam lembranças, por isso justificam meu cuidado excessivo em relação a elas. Se quebrassem, levariam parte da minha história.


As muitas paixões

postado em 23 de abr de 2015 07:11 por Guilherme Caldas   [ atualizado em 23 de abr de 2015 12:04 por Bete ]


    A cada dia, mais tenho a certeza de que sou uma pessoa de muitas paixões. Adoro cozinhar, combinar ingredientes, colecionar receitas, fazer experimentos. Como boa mineira, sou adepta da comfort food, aquela comidinha que traz lembranças, desperta a saudade e consola a alma. Mas também não abro mão de degustar as criações dos chefs ou de me deliciar com uma boa comida de rua.

    Sou também apaixonada por literatura, por vinhos e espumantes. Um bom livro e uma taça de vinho são companheiros inestimáveis, ainda mais quando à beira de uma lareira, em dias frios.

    Gosto das artes manuais, que não sei por que motivo são chamadas de trabalhos manuais. Minha mais recente paixão é o patchwork, que tem origem nas colchas de retalhos, uma espécie de costura de histórias de vida.

    Apesar de apaixonada, não sou expert em nenhuma delas. O meu prazer está em percorrer os caminhos de cada uma. Como disse Guimarães Rosa, em um dos meus livros prediletos, Grande Sertão: Veredas, "a coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia".

    É a degustação do vinho, o preparo da receita, as escolhas dos temperos, a leitura dos livros, a costura dos retalhos.

    Aqui, nesse espaço, estarão reunidas essas e outras paixões, costuradas por mais uma: o jornalismo, a arte de contar histórias reais. Quero compartilhar com vocês um pouco da minha trajetória pela gastronomia, as experiências à beira do fogão, um pouco de leitura e as mais saborosas viagens. Sejam sempre bem vindos. 


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