Viagem‎ > ‎Pelo Rio Grande do Sul‎ > ‎

Santana do Livramento

postado em 3 de set de 2015 17:02 por Bete

O encantador de abelhas nativas

O aumento no consumo de mel de abelhas nativas sem ferrão, no Brasil, tem feito com que o produto ganhe maior valorização. Esse tipo de mel tem menos teor de açúcar que o das abelhas Apis Mellifera, aquelas mais comuns, de corpo preto e amarelo e com ferrão. Em Santana do Livramento conheci um apaixonado pelas abelhas nativas. 

 

 

Mario Forjarini, meliponicultor em Santana do Livramento, se dedica à criação de quatro espécies nativas: jataí, mandaçaia, mirim e tubuna. Fui conhecer o apiário com  o chef Vico Crocco e ficamos impressionados com o sabor do mel produzido por elas.



 O mel da jataí tem textura mais fina e sabor mais ácido, ligeiramente azedo.



 A mandaçaia pode produzir um mel mais picante e mais cremoso, nada enjoativo.



O mel fica depositado em pequenas bolsas.




A mirim-guaçu oferece um produto com acidez mais elevada.

 


A tubuna é mais agressiva e, apesar de não ter ferrão, quando é ameaçada solta um grude, principalmente no cabelo do agressor, e costuma mordiscar o inimigo com as mandíbulas.

 

 

Além de me encantar com as verdadeiras esculturas feitas pelas abelhas, acabei descobrindo que mel tem terroir, como os vinhos. O sabor depende da espécie de abelha, do solo, do clima e do tipo de flor existente na região, reflete o ambiente em que foi produzido. As mandaçaias, por exemplo,  gostam de arbustos e árvores, enquanto as jataí preferem flores rasteiras e pequenas.

 

Serviço

Mario Forjarini

Fone: 55 3242-5555

 

Comments